Há tempos que o futebol é, sem dúvida um dos esportes mais rentáveis em partes do mundo, porém as escolhas de sedes da FIFA demonstram a intenção da mandatária desportiva de transformar o titulo do blog, e frase imortalizada por André Herring do canal Esporte Interativo uma verdade absoluta.
Concorrendo com países enormes no futebol mundial como a atual campeã e proprietária de um dos maiores campeonatos nacionais do mundo Espanha, além de Inglaterra, Holanda, Portugal etc. Rússia e Qatar conseguiram ser eleitas para sediarem as copas de 2018 e 2022 respectivamente.
Em relação à Rússia, vale-se ressaltar que apesar de não ter um campeonato e principalmente jogadores nacionais de alto nível, nos últimos cinco anos o caminho da cidade, bem como o da Ucrânia e do Qatar são as rotas do dinheiro para um mercado de negociações paralelas. Tempos após o colapso da união soviética, à exatamente duas décadas, a Rússia vem se estabelecendo em um mercado moderno economicamente falando e comprovando isso com altas taxas de crescimento monetário, embasado através do recorde nacional de 8,1% em 2007, foi através desse poderio econômico que o país conseguiu sediar a competição, com uma proposta de investimento estimado em trinta bilhões de reais, valor totalmente superior a estimativa da copa anterior, a brasileira, que é de sete bilhões de reais. Rússia promete U$ 3,8 bilhões, aproximadamente 6,5 bilhões de reais só em estádios, assim o país promete além de reformar três de suas arenas, garante criar mais treze. Somando com investimentos em estrutura, estádios e investimentos no esporte em geral, o projeto russo soma os valores anteriormente citados.
Tendo sido o outro escolhido, o organizador da copa em 2022 Qatar, tenta provar que todo dinheiro a ser investido na cidade e também no futebol transformará seu mercado em excelência constatada por todas as potencias mundiais, e sejamos sinceros, o que tenta os Estados Unidos com o “Soccer” desde a contratação de Pelé, está sendo atingido pelo Qatar através de contratações dos atletas experientes de diversos países, principalmente do Brasil, investimento em estrutura, ambientação e salários economicamente rentáveis a qualquer atleta estrangeiro que desembarque no país.
Recebendo a primeira copa em país do Oriente médio, o Qatar conseguiu inclusive driblar uma possível argumentação de que o calor no país seria risco de vida aos atletas,propondo, acreditem, um estádio climatizado, apoiados por Zidane e Pepe Guardiola, Qatar também propôs uma integração total das sedes e concentrações, com projeto de locomoção excepcional.
Sendo o Qatar extremamente dependente do petróleo, tendo no setor 70% do rendimento governamental do país, o petróleo praticamente sozinho alimenta o exorbitante, para seus antigos padrões PIB de US$85,35 Bilhões, em crescente mundial o Qatar é o 22° no ranking de competitividade econômica de todo o mundo.
Partindo dessa premissa espero que até 2022 seja feito um projeto financiado pelos seus petrodólares para evoluir os jogadores do país, incentivando a criação de bons atletas para representá-los na futura competição.
